domingo, 3 de julho de 2011

Bengalim do Japão ( Lonchura striata )

Bengalim do Japão ( Lonchura striata )

Este pequena ave sendo o seu nome Lonchura striata, mais conhecido em Portugal como Begalim do japão, alguns criadores chamam-lhe "amas" , isto porque é um pássaro que além de chocar o ano inteiro, também cuida dos filhotes dos outros.
Esta avezinha de aparência discreta, é um pássaro cooperante com quase todas as espécies exóticas .
Sem ele muitas espécies praticamente não existiriam em cativeiro por uma razão muito especial: criam as crias, mas também pelos de outros pássaros da mesma família. O Begalim do Japão cria sem o menor preconceito.
Foram os dotes de "pai adotivo" e "mãe que lhe valeram a consideração dos criadores de todo o mundo.
Afinal, é pai e mãe exactamente nos moldes de antigamente.
Originário da Ásia, este pássaro é membro da família dos Estrildieos , ao contrário de muitas aves, surgiu graças à intervenção do homem.
O Bengalim é resultado de uma seleção de criadores japoneses a partir da espécie silvestre Lonchura striata.
A aproximadamente com 11cm de tamanho, ele habitava as regiões da Índia, China Meridional, Taiwan, sendo encontrado desde o Sul até Sumatra.Através da seleção, o Lonchura striata ganhou sua variedade doméstica, O bengalim do Japão ou Manon (Brasil) deriva de designação francesa, Moineau du Japon (Pardal do Japão), mas há quem o conheça também por Capuchino do Japão.
Na Inglaterra, o seu nome é Bengalese Finch:
Seja qual for a denominação, é um passarinho com um ar humilde e com uma coloração discreta, que vai do preto ao branco, passando pelo castanho ao canela.
As cores podem mesclar-se em formar um padrão uniforme ou absoluto; portanto, existem Begalins do Japão totalmente brancos, canela tricolores e com capuchinho.
Os Bengalins do Japão cabe sempre mais um, num ninho dos Bengalins quase sempre há lugar para filhotes - seus e de outros : Diamante Gold, Diamante Sparrow e Babete.
Por exemplo, são espécies que por uma razão ou outra acabam não se reproduzindo em cativeiro. é uma ave amigavel e comunicadora , na minha pouca experiência , reparo que há sempre um que me chama atenção para o que falta no seu espaço,
É uma espécie maravilhosa porque se cria muito facilmente, temos uma colónia deles.
O Bengalim pode procriar o ano inteiro, faz uma pausa apenas na época de muda das penas,

Distinção entre Sexos: (Dificil)
O Bengalim do Japão ou Manon não apresenta dimorfismo sexual isto é (diferenças físicas entre macho e fêmea, só um criador experiente os sabe distinguir.
Para os iniciantes como nós o ideal é deixar vários exemplares adultos ( com 4 ou 5 meses) juntos em uma gaiola comunitária.
O primeiro que começar a cantar, emitindo um trinado curto - algo como tch-thc-tch ,o seu o seu canto é divertido, abrindo levemente as asas e eriçando as penas da garganta e peito, provavelmente é um macho e deve ser posto numa gaiola à parte.
Para diferenciá-lo, pode-se usar uma anilha numa das patas ou identificá-lo pelas marcações coloridas que são tambem anilhas.
O único senão ao instinto familiar do Bengalim é sua conduta em viveiro.
Alguns criadores afirmam que não é raro vários casais resolvem dormir num mesmo ninho. (devido a sua queda por viver em bandos), podendo escolher um onde já existem filhotes.
Nesse caso, ainda que involuntariamente, podem acabar sufocando a ninhada ou quebrar os ovos. Para evitar isso, aconselha-se colocar dois ou três casais de Manon junto a outros casais de espécies diferentes, controlando assim sua população.

PARA QUEM QUER CRIAR
Gaiola:
Extremamente adaptável ao cativeiro, o begalim do Japão procria até em gaiolas pequenas (40 x30 x 30 cm). Basta então introduzir um ninho, que é uma caixa de madeira (cerca de 15 x 10 x 10 cm) com um furo na frente. Se a pessoa quiser, pode ajudar o feliz casal deixando à mão pedaços de 20 a 25cm de fibra de coco ou folhas de palmeira.

Alimentação:
O bengalim é um pássaro granívoro, por isso deve ser alimentado com uma mistura de sementes para pássaros exóticos, especialmente na época de reprodução.
Para completar, um pote de grit e a choco que fornece cálcio e alguns sais minerais para esta ave.
Cuidados essenciais: A água do bebedouro deve ser trocada diariamente, o Bengalim do Japão adora tomar banho.
Pode-se colocar na gaiola uma pequena banheira (pode-se comprar uma banheira própria para as aves ou basta um pacote de plástico de manteiga bem lavado para que ele possa se divertir, tendo o cuidado de trocar igualmente essa água todos os dias.
A água, também ajuda a manter a humidade necessária para que os ovos choquem.
Só não é bom manter a banheira perto do ninho porque as crias podem cair e morrer afogados.

Reprodução:
Um casal constroe o ninho, a fêmea do Manon passa por um período de incubação que varia de 13 a 18 dias, ao final do qual chega a pôr até 8 ovos. Ela passa conta também com a participação do macho para chocar os ovos.
Nascem os filhotes, convém reforçar a alimentação própria de aves exóticas que se adquire nas casas de animais ou especializadas.
depois de 45 dias em média, os filhotes estão prontos para se alimentarem sozinhos e com isso devem ser separados dos pais, se não puder fazer isso , ofereça a alguém ou arranje outra gaiola.
Não se esqueça que os Bengalins do Japão estão sempre a criar.
Os criadores mais experientes mantêm uma média de 5 casais de bengalins para cada casal de exóticos (Diamante Gold, Diamante Sparrow, Bavette), aumentado a probabilidade de coincidência entre os períodos de reprodução de uma espécie e outra.

2 comentários:

  1. Tem que dizer que agora quem quiser criar esse bichinhos indispensáveis em nossoas criações deve se registrar no IBAMA, deve comprar as aves de criadores comerciais legais e cadastrados no IBAMA, todas as aves devem ter anilhas, e não pode mais reproduzir domésticamente... aprenas criadores comerciais!
    Ah! Além de pagar as taxas exigidas pelo IBAMA! Pois se não fosse isso como eles iriam enriquecer às nossas custas???

    Os Lonchura striata se incluem no Anexo C da IN18, portanto, além de precisarem de anilhas não podem mais ser reproduzidos por criadores domésticos! Portanto meus amigos, só restou mesmo os Canários Belgas, os Periquitos Australianos e as Calopsitas! É isso que as autoridades desse país fazem com que quer andar na lei... Com essas IN só fazem incentivar a ilegalidade!

    !!! Brasil, um País de tolos!!!

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  2. Boa tarde,
    Tem bengalins para ceder ou sabe quem tenha?
    Deixo aqui o meu contacto e-mail:
    p.j.c.godinho@hotmail.com
    Cumprimentos

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